Diadema inicia discussão do Plano Diretor sem convocar a população

O Plano Diretor deve ser  feito com a participação da Prefeitura, dos moradores de todas as regiões da cidade, dos movimentos sociais, das associações de bairro e de moradia, da Câmara Municipal e dos empresários, ou seja, todos que moram, trabalham, investem e vivem na cidade, mas não é isso que está acontecendo em Diadema.

No último dia 5 de Fevereiro, a Prefeitura Municipal de Diadema deu início as discussões do Plano Diretor da cidade. Sem informar a população, a prefeitura pretende discutir seis eixos, sendo eles: Indústria, Comércio, Infraestrutura Urbana, Política Habitacional, Serviços e Tecnologia e Meio Ambiente, temas relevantes que devem ser discutidos com todos os moradores e moradoras de Diadema.

Por lei, a prefeitura deve informar toda a população sobre as datas e temas a serem discutidos na elaboração do Plano Diretor por meio das redes sociais, site, panfletos e faixas, carros de som, rádio e TV. A população deve participar de todas as oficinas e audiências para a discussão das regras que irão ordenar o crescimento e o desenvolvimento da cidade pelos próximos 10 anos.

Mas, o que é o Plano Diretor?

O Plano Diretor é a principal lei para construirmos a cidade que queremos. Para que possamos ter a cidade que queremos morar, trabalhar e viver é preciso que haja regras de ordenamento do território. Essas regras orientam como se constroem as casas e edifícios; quais as áreas devem ser reservadas para a criação de parques, praças e moradias populares; como resolver os problemas de trânsito e mobilidade; como equilibrar as ofertas de emprego e moradia; como levar cidadania e garantir direitos aos que mais precisam e, assim, melhorar a vida de todas e todos na cidade.

Essas regras compõem o Plano Diretor, ele orienta como o poder público e a iniciativa privada podem e devem atuar na cidade, traçando um plano para os próximos 10 anos. Previsto por lei federal, ele é obrigatório para todo município com mais de 20 mil habitantes.